Desculpe, nós esgotamos todos os recursos da Terra pelo restante do ano

O conceito é muito fácil de entender. Somos seres vivos e, como tal, consumimos recursos (água, comida, ar ...). Nosso provedor é o nosso planeta, a Terra, que não apenas nos oferece esses recursos, mas é capaz de renová-los. Qual é o problema então? Vamos encenar isso com um exemplo. Imagine que a Terra seja capaz de fornecer o necessário para plantar macieiras suficientes para dar, no total, 1.000 maçãs por ano. Enquanto nós, humanos, comermos menos de 1.000 maçãs por ano, tudo ficará bem. As maçãs serão, para fins práticos, infinitas. Mas o que aconteceria se começássemos a consumir mais do que essa quantia? Bem, embora por um tempo puderia nos abastecer porque haveria muitas maçãs de outros anos, mas a Terra não seria capaz de renová-las a um ritmo suficiente para responder às nossas necessidades e, em um determinado momento, acabaríamos com esse recurso para sempre.
Segundo a ONG Global Footprint Network, isso é exatamente o que está acontecendo este ano, no mundo todo e com quase todos os recursos que o nosso planeta nos oferece. É como se  no dia 2 de agosto já tivéssemos comsumido tudo o que a Terra é capaz produzir dentro de um ano. Se continuarmos nesse ritmo, a cada ano que passa, os recursos serão esgotados um pouco antes.


As consequências desta superexploração são o que de  pior você pode imaginar (desmatamento, seca, escassez de água doce, perda de biodiversidade, a acumulação de dióxido de carbono na atmosfera ...) e estudos afirmam que reverter esse processo pode ser lento e difícil. Por exemplo, se todos nós desperdiçássemos menos alimentos, só atrasaríamos essa data de exceder os recursos naturais em 11 dias. Se tomássemos medidas drásticas a partir de hoje, parece que não voltaríamos a viver dentro de parâmetros aceitáveis ​​de sustentabilidade até o ano de 2050. Embora esses dados possam parecer sem esperança, devemos pensar no mundo que queremos deixar, nas gerações futuras...


Continuar vivendo além dos nossos meios pode ser muito caro ...


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por Ana Rosa Welerson